Requerimento solicita asfalto integral e substituição das pontes de madeira por pontes de concreto na Rodovia Transamazônica (BR-230)

Na segunda-feira, 25 de fevereiro, o deputado Celso Sabino deu entrada em mais um requerimento que demonstra sua preocupação com a situação das estradas do Estado do Pará, desta vez, o parlamentar solicitou restaurações na ditosa Rodovia Transamazônica, a terceira maior do País.

O documento, endereçado ao Ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, indica ao Poder Executivo um efetivo projeto de pavimentação da Rodovia, contando também com a substituição de pontes de madeiras por pontes de concreto.

A rodovia foi criada durante o governo do presidente Emílio Médici, sendo uma das chamadas “obras faraônicas” devido às suas proporções enormes, realizadas pelo regime militar. A inauguração do primeiro trecho ocorreu em 1972, durante o governo militar. Mas, 43 anos depois, metade da Transamazônica ainda não recebeu asfalto.

Nos 1.840 km iniciais, até Brejo Grande do Araguaia, no Tocantins, a estrada é quase toda asfaltada. O transtorno aos motoristas começa na divisa com o Pará, pois a ponte sobre o rio Araguaia é uma de porta de entrada para a poeira (durante o verão) ou para a lama (durante o inverno).

A Região Norte apresenta rodovias com o pior estado de conservação do país. Os problemas são vários e se dividem na falta de infraestrutura na educação, saúde, transporte e segurança; falta de estudo de impacto ambiental; pavimentação e sinalização; conflitos agrários etc.

Segundo o autor do requerimento: “A reparação dos trechos pode facilitar o escoamento da produção de cacau, leite, carnes, grãos e madeira e ajudar a integrar a região. Sem deixar de mencionar as pontes de madeira que precisam de urgente e imediata substituição por pontes de concreto, por serem mais resistentes ao considerar a quantidade de veículos que circulam pela Transamazônica”.